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Plantas ornamentais: Cactos do Brasil


Autor: Rômulo Cavalcanti Braga - Data: 08/12/2010
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Finalizando nossa série sobre os Cactos e seu uso em paisagismo, apresentamos um pequeno estudo sobre sua ocorrência no Brasil, onde encontramos trezentas e sessenta e cinco espécies de cactos vivendo em diversos tipos de ambientes, a saber:

• O Nordeste brasileiro
Inclui ambientes como a caatinga, uma floresta decídua, é a casa de mais de cem espécies de cactos, dos quais 90% são endêmicos (incluindo dez gêneros endêmicos).

A vegetação da caatinga ocupa a maior parte dos 900 mil km2 do Semi-árido nordestino. É caracterizada por apresentar um estrato arbóreo de porte relativamente baixo, sem formar um dossel contínuo com árvores e arbustos freqüentemente armados. Cactos e bromélias terrestres são elementos importantes da paisagem da caatinga.

Os cactos mais comuns são o mandacaru (Cereus Jamacaru) muito encontrado no habitat natural ou em meio a pastagens nas fazendas, o Xique-Xique (Pilocereus Gounellei), o Facheiro (Pilosocereus Pentaedrophorus), o Rabo-de-Gato (Rhipsalis Paradoxa) , e várias espécies de Coroa-de-Frade (Melocactus Sp). A dominância ou subdominância de espécies de Cactaceae na fisionomia vegetacional da caatinga nordestina, principalmente dos gêneros Cereus, Opuntia e Pilosocereus, tem sido de grande importância na alimentação da fauna local. Algumas destas espécies servem para alimentação de bovinos, caprinos e ovinos, principalmente na época de estiagem.


• O Cerrado, uma savana tropical na qual a vegetação herbácea coexiste com mais de quatrocentas e vinte espécies de árvores e arbustos esparsos, é a segunda maior formação vegetal brasileira. Estendia-se originalmente por uma área de dois milhões de km², abrangendo dez estados do Brasil Central. Hoje, restam apenas 20% desse total. Apresenta duas estações bem marcadas: inverno seco e verão chuvoso.

Com um solo deficiente em nutrientes e rico em ferro e alumínio, o cerrado é uma savana que abriga plantas de aparência seca, entre arbustos esparsos e gramíneas. O Cerrado tem somente cinco espécies endêmicas de cactos: Arthrocereus spinosissimus, Cereus adelmarii, Cereus saddianus, Echinopsis hammerschmidii e Frailea chiquitana; os últimos dois cactos são endêmicos bolivianos que vivem em cerros isolados na zona de transição entre o cerrado e as florestas amazônicas.



Frailea chiquitana Arthrocereus spinosissimus Echinopsis hammerschmidii

Os cactos do cerrado mais difundidos incluem: Disocactus Heptacanthus, que é muito variável, Pilocereus Machrisii, além de um Cereus arbóreo encontrado nos afloramentos calcários, cuja identidade é atualmente incerta, Cereus kroenleinii, Cereus Bicolor, Cereus Euchlorus, cacto arbustivo, alguns Opuntias, Cleistocactus Horstii, Frailea Cataphracta, Gymnocalycium Anisitsii, Gymnocalycium Marsoneri, Harrisia Guelichii e Pereskia Sacharosa.

As Florestas

os Cactos das florestas são bem diferentes dos cactos das zonas temperadas e desertas do mundo, a maioria dos cactos de regiões tropicais crescem no dossel como epífitas (vegetal que vive sobre um outro sem retirar nutrimento, apenas apoiando-se nele), sem afiados espinhos, têm alongadas folhas para absorção de luz, e gostam de umidade sem estarem encharcadas.

Crescendo sobre os troncos e ramos de árvores da Mata Atlântica, encontram-se cactos epífitos e trepadeiros. São os Cactos-de-Árvore (gênero Ripsalis), também, os cactos chamados Flor-de-Maio (gêneros Hatiora, Schlumbergera), que são cactos ornamentais encontrados facilmente em floriculturas e que, na natureza, ocor rem em florestas que vão do estado de Santa Catarina até o estado do Espírito Santo.



Alguns cactos terrestres da Mata Atlântica são: Brasiliopuntia Brasiliensis, Opuntia Monacantha, Cereus Fernambucensis, Pilosocereus Arrabidae.


• Restingas
Ao longo do litoral, nas restingas, os cactos fazem parte da paisagem, já que resistem ao sol forte e ao calor excessivo das areias nos meses de verão: Opuntia Arechavaletae e Cereus Sp. Os Melocactus das restingas são um grave perigo devido às atividades turísticas. No Rio Grande do Sul as espécies de cactus podem ser encontradas principalmente associadas às formações vegetais ou em afloramentos rochosos, embora existam também espécies da família tipicamente florestais. A maioria das espécies das Cactaceae encontradas pertencem aos gêneros Cereus, Lepismium, Opuntia, Parodia e Rhipsalis.



Os Campos de Rio Grande do Sul

Comunidades de plantas principalmente compostas pelas gramíneas e outras herbáceas, os cactos são importantes pelo alto número de endemismos dos gêneros Parodia (quarenta espécies), Frailea (quinze espécies), Gymnocalycium (quatro espécies, duas em perigo). Outros cactos desta zona são comuns com as floras do Paraguai e da Argentina: Cereus Aethiops, Echinops Sp, Pereskia Nemorosa.

Os cactos nativos, como parte integrante dos diversos ecossistemas que ocorrem em Brasil, estão sendo destruídos.

Nós estamos afetando sua distribuição, isolando suas populações mais e mais e, infelizmente, nós estamos até mesmo perdendo alguns táxons. O que isto irá significar para a evolução destas plantas é impossível de se predizer e visualizar.

Rômulo Cavalcanti Braga é paisagista em Brasília
Contato: romulocbraga@uol.com.br

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